quarta-feira, 22 de abril de 2015

PROS E CONTRAS

No princípio fui contra a instalação de um quartel do Corpo de Bombeiros em Canindé. No entanto fui amadurecendo a idéia com o passar dos dias.
Analisei. Ponderei comigo mesmo os pros e contras, chegando à conclusão de que se faz necessário sim. Dentre estas ponderações, o combate a algumas imoralidades que ocorrem com muita freqüência em nosso município como construções irregulares que tem o aval público, pois este ente está ausente na grande maioria dos casos de fiscalização, ou por motivo político, ou por motivo administrativo/operacional.
Com a vinda do Corpo de Bombeiro, a fiscalização passa de certa forma a ser mais rígida, fazendo com que algumas infrações sejam punidas. A mais comum destas infrações, pude perceber, é a falta de Plantas de construção (baixa, hidráulica, elétrica).
Quando se apresenta estes documentos necessários, muitos fogem dos padrões exigidos pelas normas da ABNT, NBR, etc.
Outro ponto que por muitas vezes já fiz comentários sobre o assunto é o aluguel de prédios residenciais durante o período dos festejos alusivos a São Francisco.  
Esta prática, acredito eu, estará em vias de extinção, pois o alvará emitido por aquele órgão tem como base os rigores das leis de construção civil dentro de um mínimo aceitável para acolhimento e conseqüentemente segurança para todos.
Outro ponto que me fez mudar de idéia e ir para o lado daqueles que apóiam é o fato de que estabelecimentos que trabalham com a venda de fogos de artifício não mais o farão, pois não respeitam as normas técnicas para seu armazenamento. E isto é bom. Basta que nos lembremos do INCENDIO ocorrido na Praça Tomaz Barbosa, que apesar de não ter como causa da combustão os fogos de artifícios, guardadas as proporções, foi de grande intensidade.
Imaginemos ainda se aquele ocorrido não tivesse sido controlado por todos que estavam lá e tivessem passado para as lojas circunvizinhas e o Mercado Público? Seria um desastre total, pois não haveria tempo hábil para a chegada do Corpo de Bombeiro de Fortaleza.
Estes foram alguns pontos que levei em consideração para minha análise e conseqüentemente mudança de minha opinião.
Mas infelizmente como tudo em Canindé tem valores inversos, sei que será difícil sua instalação, senão, adiada por mais dois anos.

Por Gilson Ribeiro

segunda-feira, 9 de março de 2015

Caindo no esquecimento

Esquecimento????!!!!!

Dois dias se passaram após a Festa de São Francisco.
Hoje, 21 de outubro, já não se comenta mais sobre o caus causado por perseguição religiosa.
O que vemos nesta Rede Social são as mesma baboseiras de sempre.
É muito efêmero a vontade do canindeense de se manifestar sobre determinados assuntos. Passados os clamores as palavras já não são as mesmas; o ímpeto já não é tão demonstrado como antes. E olha que se passaram somente dois dias.
Mentes e lembranças curtas levam um povo ao ostracismo.
Nossa racionalidade guiada é como um rebanho sem o touro, cada vaca segue seu caminho, sem perceber que se afasta do rebanho e pode morrer sozinha.
Nossa indignação pode ter outros rumos, outros direcionamentos. Um exemplo a Estátua de São Francisco.
Aqui poderíamos fazer um grande manifesto popular e solicitarmos, não, exigirmos sua conclusão imediata.
Já não é mais possível deixarmos os ROMEIROS, pessoas humildes, sem uma sombra, sem amparo, sem locais adequados para se alojarem.
É vergonhoso o que fazemos com estes amantes de São Francisco.
O esvaziamento da Festa não foi tão somente a perseguição religiosa exercida conforme alguns pensam.
Este esvaziamento dar-se também por conta de nosso péssimo atendimento aos romeiros. E aqui não venha dizer que canindeense recebe bem. Mentira deslavada.
Vejam que taxista cobrou de um casal que necessitava de atendimento médico R$ 50,00 por uma corrida do centro à UPA.
Um dono de Hotel ou pousada tentou cobrar por uma casal R$ 750,00 por duas noites. Este valor eu pago em um hotel de médio porte da Beira Mar, e três diárias.
Temos que rever imediatamente nossos conceitos de romaria; nossos conceitos de atendimento, etc.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Última par da Cal.

Última par da Cal.
Nesta sexta-feira próxima passada, foi possível ver a grande preocupação dos vereadores deste município quanto à fiscalização das contas públicas.
Jogou-se a última pá da Cal. Seria para não vermos a podridão que paira sobre as duas casas?
A resposta é clara como um capucho de algodão.
Mas, mais claro ainda ficou que todo aquele circo armado é somente para desviar as atenções do povo. Povo este que, pensava-se, quando votou nestes Digníssimos representantes da população fazerem algo por todos.
Cabe-nos a todos nós repensarmos se todos serão merecedores de nossos votos nas próximas eleições.
Vimos lobos em pele de coelhos; águias semelhantes a Pombas da Paz.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Lendo o livro Guerra dos Tronos, no volume 3, uma das personagens tem uma fala interessante que me fez pensar: "Um rei não é rei por sê-lo, mas para ser justo com seu reino".

Pois bem trazendo para nossos dias seria muito interessante que nossos governantes fossem justo para com seu povo.
Justo para seus funcionários, pagando-os em dia e principalmente gratificando-os quando de suas funções.
A justiça deverá ser feita, observando-se principalmente aqueles que não trabalham ou mesmo fazem corpo mole no trabalho. Estes por muitas e muitas vezes, ganham bem mais do que aqueles que dedicam-se de corpo e alma a seu labor, onde não há hora nem dia para exercerem com zelo suas funções.

Estes deveriam ser gratificados, não pelo trabalho em sí, mas pelo zelo, pela disponibilidade de seu tempo fora das horas normais de trabalho.

terça-feira, 10 de abril de 2012


Não se pode aceitar em uma sala de aula uma professora, que, levada por um desequilíbrio emocional, dirija-se aos seus alunos como “diabos”. Até porque estes alunos são de séries iniciais, com uma formação ainda imatura no que se diz respeito à sua formação psicológica e seu caráter.
A esta professora deveria ser oferecida uma ajuda psicológica, assim como a muitas outras  da rede pública de ensino, pois suas cargas horárias, suas condições de trabalho, ou a sua falta, as impendem de exercerem com zelo esta brilhante profissão.
É público e notório que salas de aula com mais de 25 alunos são improdutivas. Que professoras sem uma auxiliar não conseguem transmitir e ao mesmo tempo acompanhar o desenvolvimento dos alunos.
Na mesma mão perigosa está o precário acompanhamento das Coordenações Pedagógicas, pois estes como falei anteriormente aqui no Facebook, não estão adequadamente preparadas para dar este suporte, pois ao invés de serem contratadas por suas qualidades em desenvolverem projetos pedagógicos adequados à realidade da escola onde estão inseridas, o são por indicação de pessoas que não têm qualificação, ou que não têm conhecimento sobre a área educacional, ou mesmo compromisso sério sobre a Educação.
Os problemas que hoje afetam as professoras não são somente de cunho financeiro, - seus salários defasados-, mas de qualificação profissional, pois o Governo Federal disponibiliza condições através de projetos próprios para a qualificação destes mestres, mas segundo o próprio MEC há uma baixa adesão delas ao sistema, 23%.
Se não há o interesse de se aderir aos projetos, como então podemos termos qualidade no ensino público? A falta de boas ferramentas como estas, que visam dar qualidade e elevar o nosso baixíssimo índice no IDEB, prejudica e muito a luta da categoria para possíveis negociações de seus salários.
Então podemos concluir que para a melhoria dos índices da educação brasileira, deverá haver mais comprometimento de todos.


Temos que rever a política do controle de natalidade aqui no Brasil.
Há algumas semanas atrás me deparei com uma jovem, pedinte, que fica nas redondezas da Basílica de São Francisco.
Com 17 anos, grávida do terceiro filho, usuária de drogas continuava pedindo esmolas, quando a abordei. Por trabalhar nos finais de semanas naquela  área, e por ter adquirido a confiança dela, começamos a conversar sobre o seu caso.
Desde então comecei a refletir se já não era hora de revermos a política de controle da natalidade para estes casos.
Sei que é um tema complexo, pois envolvem mitos, religiosidade, estrutura familiar, educação, entre outros.
Mas meus amigos pensem como ficarão estas crianças geradas sem serem planejadas. Qual o futuro delas? A mãe uma pessoa que com certeza já vem de uma família desestruturada, que tem filhos que poderão mais à frente conceber outra família desestruturada, tornando-se um círculo vicioso.
Creio que nestes casos o governo deverá se esforçar mais e colocar em pauta a discussão sobre o controle da natalidade para famílias de risco. Assim como também deveria colocar uma junta de profissionais da área de saúde, educação, assistência social, saneamento básico, segurança, para que façam um levantamento, dentro de sua especialidade, dos problemas que poderão ser evitados se uma lei fosse criada para este fim.
Sei que teremos uma discussão calorosa com as Igrejas, pois, indiferente de suas doutrinas, são contra qualquer tipo de controle da natalidade.
Mas meus amigos se tratarmos de maneira diferente o pior acontecerá: pessoas sem uma boa educação e conseqüentemente, sem estrutura para enfrentar o mundo. Além do que, este ser que fora colocado no mundo sem um planejamento, estará fadado a estar à margem da sociedade, pois queiramos ou não, estamos vivendo uma sociedade excludente. Também porque este ser que não pediu para vir ao mundo, se não bem educado, se não bem alimentado, se não bem socializado, poderá ser um marginal como citei anteriormente e custar aos cofres públicos, portanto nosso dinheiro, cerca de R$ 2.000,00 que é o quanto gastamos por cada preso por mês.
Quando coloco as Igrejas como pilar fundamental para esta discussão é porque caso não entrem neste debate, poderão sofrer duras conseqüências, pois indivíduo sem fé, homem sem Igreja.
Pensem nisto!!!
Gilson Ribeiro

A vereança daria uma grande contribuição à sociedade quando, juntamente com o Executivo, desenvolvessem um projeto de  lei onde os cargos/funções de Coordenadores Pedagógicos, fossem por mérito e não indicativos.
Usando-se do expediente de indicação, por muitas vezes coloca-se pessoas totalmente despreparadas para exercer a função, que é desenvolver junto com os Diretores de Escolas, professores e pais de alunos, um projeto político-pedagógico que vise não tão-somente ao aprendizado de matérias, mas ao desenvolvimento da criança para interagir junto à sua comunidade, assim minimizando os problemas que ora sofrem.
A lei deverá instruir ao Secretário de Educação do Município, que no mês de dezembro, todos que queiram se candidatar ao cargo de Coordenador Pedagógico para o ano letivo seguinte, deverão apresentar um projeto para aquela escola, ou pólo que almejam integrar-se.
O  projeto deverá ser avaliado por uma junta de PROFISSIONAIS da área educacional, dando preferências àqueles que têm especialidades, Mestrados ou Doutorados. Neste projeto deve conter o atual Ideb da escola a qual se pretende coordenar, sua proposta para melhorar este índice; como será desenvolvida ações para que se traga os pais para dentro do convívio estudantil; como fazer do aluno um multiplicador dos saberes adquiridos, etc.
Trabalhando a EDUCAÇÃO desta forma, daremos um grande passo para o desenvolvimento do município.


Gilson Ribeiro